Café da manhã especial reúne mães atípicas e fortalece rede de acolhimento em escola municipal de Ribeirão Pires

Ação integra programação pelo Dia de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, e promove diálogo entre famílias e equipe pedagógica

Em um gesto de cuidado e escuta, a Escola Municipal Yoshihiko Narita, no Pilar Velho, em Ribeirão Pires, promoveu, nesta terça-feira (31), um café da manhã dedicado às mães atípicas da unidade, criando um espaço de acolhimento, troca de experiências e fortalecimento de vínculos entre escola e família.

A iniciativa integra as ações alusivas ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, e teve como objetivo valorizar quem vive diariamente os desafios e as descobertas da maternidade atípica, além de aproximar ainda mais a comunidade escolar.

Durante o encontro, as participantes acompanharam uma palestra conduzida pela professora da Sala de Recursos, Patrícia Rossettini Siqueira, que atua diretamente no acompanhamento das crianças da unidade. A atividade trouxe orientações, reflexões e abriu espaço para diálogo sobre o desenvolvimento pedagógico e social dos alunos.

Ação integra programação pelo Dia de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, e promove diálogo entre famílias e equipe pedagógica

Foto: Leandro Teixeira (PMETRP)

Para a diretora da escola, Teresa Moraes, momentos como esse são essenciais para o fortalecimento do trabalho educacional. “A ação é de suma importância, pois diariamente as crianças estão no ambiente escolar, no qual nós, profissionais da educação, precisamos saber lidar com o emocional de cada uma, atendendo às suas particularidades. E a proximidade com a família é muito importante para o desenvolvimento da criança, tanto no pedagógico quanto no social”, destacou.

Diagnosticado aos 3 anos, Davi Silva, 6 anos, é uma criança com TEA nível 1 de suporte e tem mostrado avanços importantes em seu desenvolvimento. A mãe, Suely Maria da Silva, 43, moradora de Ribeirão Pires, conta que, apesar de muitos acreditarem que o processo é simples, só quem vive a rotina entende os desafios. Ela relembra o coração apertado ao saber da ida do filho para o 1º ano e a preocupação com o acolhimento.

“Fiquei tranquila, desde a matrícula até agora. Mesmo não frequentando os primeiros dias, Davi passou a se adaptar e hoje elogia a escola. Eles tem todo cuidado no atendimento às particularidades do Davi — inclusive no apoio à seletividade alimentar, com avanços graduais na aceitação de novos alimentos no dia a dia”, disse. a mãe.

Texto: Ghretta Pasuld / Foto: Leandro Teixeira (PMETRP)

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