A primeira edição acontece no dia 25 de abril, no Restaurante Recanto Maria Margarida
Confesso: é bonito de ver quando a literatura encontra morada em uma cidade. E é exatamente isso que começa a acontecer em Mauá com a chegada da FLIMAUÁ, a primeira Feira Literária do município.
A iniciativa, idealizada pela professora e escritora Vanessa Leite, nasce de algo que reconheço de longe: o amor pelos livros e a crença sincera de que a leitura transforma destinos. À frente da Associação Casa do Senhor, ela, junto ao Projeto Leitura: A Certeza de um Mundo Melhor, constrói mais do que um evento, constrói um movimento.
E talvez seja isso que mais me chama a atenção. A FLIMAUÁ não surge apenas como uma feira, mas como um convite. Um convite para que escritores, leitores, educadores e artistas ocupem o mesmo espaço e compartilhem aquilo que nos atravessa: a palavra.
A programação reflete esse espírito. Haverá encontros com autores, contação de histórias, apresentações culturais, espaço para as crianças e lançamentos de livros. Tudo pensado para que a literatura não fique distante, mas viva, pulsante, ao alcance de todos.
Também me alegra saber que escritores podem se inscrever e fazer parte desse momento. É bonito quando a cidade abre espaço para que suas próprias vozes sejam ouvidas. As inscrições seguem até o dia 03 de abril, e já revelam o cuidado em tornar esse movimento coletivo.
A primeira edição acontece no dia 25 de abril, no Restaurante Recanto Maria Margarida. Um espaço que, por um dia, deixará de ser apenas um lugar de encontro para se transformar em território de histórias.
Gosto de pensar que toda cidade precisa de seus espaços de encantamento. E a FLIMAUÁ nasce justamente assim: como um lugar onde a imaginação respira, onde as palavras encontram abrigo e onde novas histórias começam a ser escritas.
Mauá, agora, tem mais do que uma feira. Tem um gesto. E gestos como esse, simples, mas profundamente significativos, são aqueles que, pouco a pouco, transformam o mundo.
Rafael Marques
@rafael_marx
